Antes de virar a placa na entrada da sua chácara, a Casa do Artesão foi o sonho de um homem com uma goiva na mão, um pedaço de madeira maciça e tempo de sobra pra fazer bem feito.
Há mais de 40 anos, seu Edmilson Xavier da Nóbrega descobriu uma coisa simples: a madeira guarda histórias, e basta alguém com paciência pra entalhá-las. Começou pequeno, peça por peça, aprendendo no erro e no acerto o que nenhum manual ensina — ler o veio da madeira, escolher a tábua certa, dar vida a um nome com a ponta da goiva.
Naquele tempo não tinha máquina a laser, nem atalho, nem botão pra apertar. Tinha mão, tinha goiva, e o orgulho de entregar uma peça que ia ficar anos na parede de alguém. Quarenta anos depois, esse jeito de fazer não mudou um dedo.

Seu Edmilson começa a entalhar madeira à mão em Goiás e transforma o que sabia fazer no sustento da família.
Placas para chácaras, sítios, fazendas e ranchos passam a marcar entradas por todo o estado — e “Casa do Artesão” vira nome conhecido em entalhe.
Bruno cresceu vendo o pai trabalhar e aprendeu o ofício na prática. Hoje os dois assinam cada peça — e enviam pra todo o Brasil.
O que mudou em 40 anos? Quase nada do que importa. A madeira ainda é maciça e selecionada. O entalhe ainda é feito à mão, com a mesma profundidade e o mesmo cuidado de sempre. E todo cliente ainda aprova a arte antes de a peça virar realidade.
O que mudou foi o alcance. Hoje uma placa entalhada numa oficina em Goiânia chega na porteira de uma chácara em qualquer canto do país. Mas a mão por trás dela continua a mesma — a da família Nóbrega, pai e filho.
Máquina nenhuma substitui o olhar e a mão do artesão. Cada peça é única porque foi tocada por gente.
Maciça, seca e selecionada pra encarar o tempo. Uma placa nossa é feita pra ficar, não pra trocar.
Nenhuma peça vira madeira sem o seu sim. A arte é desenhada e aprovada antes de qualquer corte.
Conta pra gente a sua ideia. A arte é por nossa conta até você aprovar — você só diz sim quando estiver do jeito que sonhou.
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